Relembrar é viver – parte I
Às vezes um jornalista depara-se com situações que são, digamos, inexplicáveis.
Em abril, o ex-candidato a prefeito de Goiânia e presidente do PHS, Walter Souto, foi à Tribuna do Planalto dizer “com muita veemência” que era candidato ao governo.
Detalhou propostas.
Detalhou articulações com o Prona, PTC, PMN, PDT e PRP.
Detalhou como pretendia agir para que o PHS ultrapasse a cláusula de barreiras.
Por fim, disse que o PHS “não abria mão” de lançar um candidato a governador.
Quase dois meses depois, Walter Souto, em um único dia, negociou a entrada do PHS na Coligação do Tempo Novo, recuou, e mais tarde, cedeu: já não era mais candidato ao governo do Estado e o PHS era a mais nova legenda a integrar a base aliada.
Walter Souto, domingo último, teve 3.344 votos.


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